quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Anfiteatro: Rose Brant

A atriz e cantora Rose Brant canta Arrastão, de Edu Lobo

A Viscondessa, atriz e cantora Rose Brant canta Arrastão, canção de Edu Lobo, na peça "Brasileiro, Profissão Esperança", de Pedro Paulo Cava, que estará em cartaz na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de Minas Gerais.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Biblioteca: Priscilla Marfori

Celebrando o Natal!
Priscilla Marfori

Natal de alegria, chega a hora de ceiar
E com uma oração agradecemos à família
Cantamos parabéns pra Jesus pelo seu aniversário
Que seja lembrado nos natais e em todos os dias...

Papai Noel perto da lareira
A neve caindo pela janela
Família reunida ao menos uma vez
Lindo Natal que nos espera

O bom velhinho não se cansa de embrulhar
Caixas de surpresas e cartas de oração
Dos adultos que viram crianças novamente
Renascendo a esperança em cada coração...

A mesa com toalha branca
Detalhes vermelham por todo lado
Na panela o peru assado
Desfazendo presentes o casal apaixonado

E as melodias natalinas em som harmônico
Arrepiando corações que junto cantam
Menino Jesus que se celebra todo ano
Cânticos de amor em sintonias que emanam


Abraços e beijos, desejos e sonhos,
Dedicações de apreço, carinho e amizade
Palavras tão doces quantos os doces do natal
Dia vinte e cinco de dezembro é amor de verdade...

Feliz Natal!

A Condessa Priscilla Marfori é escritora da cidade de Juiz de Fora, Zona da Mata mineira e presenteou o Castelo com este poema exclusivo sobre o Natal. Mais poemas da juizdeforense pode ser encontrado em seu blog, http://priscillamarfori.blogspot.com.

TEXTO CEDIDO E AUTORIZADO POR PRISCILLA MARFORI

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Estúdio: Odilara

Odilara toca Já É


A Banda Odilara, projeto paralelo ao Alarido, é formada pela Viscondessa Andréa Furtini e os Viscondes Eurípedes Neto, Gustavo Scarpa, Marcelo Bontempo e Paulo Spinha. Para saber mais sobre o Odilara e o Alarido entrem em http://www.odilara.com.br e http://www.alarido.com.br. Ainda podem conhecer mais no http://www.myspace.com.br/odilara e contatos através dos email's gfaleiros@ig.com.br ou bandaodilara@yahoo.com.br.

O MATERIAL ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR ANDRÉA FURTINI

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Estúdio: Vinícius Inácio

Castelo do Poeta entrevista Vinícius Gonçalves Inácio, músico, compositor, produtor mineiro.
DEZ perguntas, DEZ respostas, algumas fotos, filme e muitas formas de musicar.
Por João Lenjoba
twitter: @lenjob

UM
CP: Quando começou sua historia musical?

VI: Minha historia com a música começou bem cedo. Desde que me entendo por gente a música estava lá. Cresci em Nova Era e lá tivemos um contato muito peculiar com a música. A banda Lagoana, o Clube da Esquina, os Beatles, as festas, os bares, enfim... aonde íamos, tinha música, boa música!!! Comecei brincando ao violão lá pelos 12 anos e de lá pra cá não larguei mais. Levei a música por diversão e tal até que fui percebendo que ela me fazia bem e que não poderia viver sem respirar som, entende?


DOIS
CP: Entendo, claro! Participei disso com você. Mas o que você costuma ouvir quando quer curtir música e o que ouviu até hoje? O que você acha que todo músico deveria ter na cabeceira pra ouvir sempre?

VI: Tenho escutado muito Djavan e Pat Metheny. Minha grande referencia é o Clube da Esquina. Agora passei por estágios no rock nacional, Roberto Carlos, Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, música clássica e tenho que estar sempre aberto para ouvir tudo que possa ser considerado boa música. Este é o caminho.
















TRÊS
CP: Você sempre teve o anseio pela produção ou foi encaminhado a ela por ser músico?

VI: Sempre tive a mania de ouvir musica analisando, até que fiz um curso de apreciação na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e lá tive uma professora que sempre dizia para eu simplesmente escutar e nada mais. Para produzir tive que aprender que existe uma magia transcendente. A música vai fluindo e o produto final é sempre mágico. Imagina uma escultura feita a várias mãos...


QUATRO

CP: Para ser produtor musical basta conhecimento técnico ou tem que ter uma bagagem musical, Vinícius?

VI: Muita bagagem, que se adquire escutando música. Vejo que os músicos tem escutado pouca música. O mp3 ofereceu aos músicos uma enorme quantidade de música. Em condições normais levaríamos anos para digeri-las. Agora, escutar música é outra coisa. Um bom disco leva anos para ser digerido. Você já escutou quantas vezes o Sergeant Peppers (Lonely Hearts Club Band - disco dos Beatles lançado em 1967 considerado um marco na música Pop)? 50, 100, 1000 vezes? É disso que estou falando. Cada vez que escutamos temos novas impressões.
















CINCO
CP: Você tem aprimorado seu conhecimento e ouvido desde que começou a produzir?

VI: Sem dúvida!!! Lamento não ter mais tempo para ouvir meus ídolos e conhecer novas bandas. Tenho aprendido a conviver com meus limites e aceitá-los.


SEIS
CP: Eu já o conheço há um tempo considerável (Vinícius é amigo de infancia, desde meus tempos também na cidade de Nova Era) e sempre o ouvi tocando violão e guitarra. Depois da era produção você começou a tocar outros instrumentos?

VI: Sim, tenho estudado um pouco de teclado, baixo, flauta.
















SETE
CP: Você fez comigo a canção Abracadabra, quando escrevi a letra e você fez a melodia. Você tem outros trabalhos assim ou geralmente faz tudo sozinho?

VI: Quase sempre em parceria e movido por algum tipo de necessidade. No estúdio (Sanjazz) as demandas rolam e temos que resolver. Com os amigos é a mesma coisa. Não podemos deixar para trabalhar amanhã. Temos a matéria-prima e amor pela coisa. Então temos que fazer. Vencer a correria do dia-a-dia, parar, viabilizar a coisa e fazer, concretizar.


OITO
CP: Você tem ou gostaria de ter outras habilidades artísticas além das musicais?

VI: Se tenho não sei. Certa vez ouvi que a música é exclusivista, ou seja, ela quer você por inteiro. Acho que estou neste caso, enfeitiçado. Penso e respiro música.
















NOVE
CP: Quais as dificuldades que você acha que tem o artista ou atleta alternativo brasileiro?

VI: Temos muitas dificuldades. O Governo trata suas políticas sempre na ponta e não na base.


DEZ
CP: Quais os projetos do músico e produtor Vinícius para frente?

VI: Quero gravar um CD reunindo meus amigos. Tenho pesquisado pequenos movimentos da música aqui de Belo Horizonte e percebo um elo entre eles. Será que a noite chegou outra vez???



O músico e Visconde Vinícius Inácio reside em Belo Horizonte e além de compor, é empresario e produtor do Estúdio SANJAZZ, que também é Escola, Loja e afins. Para saber mais a respeito o link é http://www.sanjazz.com.br.

FOTOS E FILME PRODUZIDOS PELO CASTELO DO POETA NO ESTÚDIO SANJAZZ
ENTREVISTA E MATERIAL AUTORIZADOS POR VINÍCIUS INÁCIO

domingo, 19 de dezembro de 2010

Torre: Radical Nobre

Serra do Cipó, MG - Parte I























































A nossa Radical Nobre Kel Macedo neste Catálogo, salta de para-quedas na Serra do Cipó. Esta é a primeira etapa e na semana que vem a continuação.

O MATERIAL ACIMA É DE RESPONSABILIDADE DA COLABORADORA KEL MACEDO

sábado, 18 de dezembro de 2010

Trilha: Aventureiros

Dança do Sol



















































Aventureiros, os Cavaleiros Hugo e Juca desafiaram desbravadamente até a natureza e em vez de Dança da Chuva, fizeram a Dança do Sol e foram atendidos pelo Mago Mérlim e assim a Bahia ficou mais charmosa e bonita.

O MATERIAL ACIMA É DE RESPONSABILIDADE DOS COLABORADORES HUGO E JUCA

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Aquarela: Alessandro Aued

Alessandro Aued apresenta a Exposição Configuração Feminina



















































































































































































O Visconde Alessandro Aued é ator e artista plástico matogrossense, mas residente na capital mineira. Aqui no Castelo ele foi indicado pela atriz, a Viscondessa Júlia Marques. Mais sobre o seu trabalho pode ser visualizado no http://www.flickr.com/alessandroaued e seu twitter é @alessandroaued.

O MATERIAL ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR ALESSANDRO AUED

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Projetor: Casulo

Lançamento com Exclusividade de Casulo


A Viscondessa Thais Inácio é de Belo horizonte e atua em Casulo, curta que foi autorizado pelo Visconde Bernardo Uzêda. Mais sobre o projeto entre em http://www.casulofilme.com.

MATERIAL CEDIDO E AUTORIZADO POR BERNARDO UZÊDA

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Biblioteca: Mikaele Tavares

Drogas
Mikaele Tavares

Vejo drogas nas pessoas
Isso corrói suas almas
Seus corpos são ossos
Nem vivem mais
Apenas sobrevivem
Buscam algo nas drogas
Algo que a vida não deu
E nem vão encontrar assim
Acho que não conhecem Deus!
Talvez não fossem pra nascer
Vieram ao mundo por acaso
E ficam vagando por aí
Atrás de alguns trocados
Para alimentar seu vício
Não esperam nada da vida
Apenas, morrer!
Sabem que não tem oportunidade
Não fazem parte da sociedade
Se drogam pra esquecer
O que não querem lembrar
Pobres almas pequeninas!

A Viscondessa Mikaele Tavares, mais uma nordestina escreveu este belo poema pro Castelo. Ela é de Sergipe e mais do seu trabalho pode ser encontrado em seu blog, http://mikaelepensamentos.blogspot.com/.

TEXTO ACIMA CEDIDO E AUTORIZADO POR MIKAELE TAVARES

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Estúdio: Beatriz Rodarte

Beatriz Rodarte no Clipe Oficial Circo de Ilusões

A Viscondessa Beatriz Rodarte é cantora e compositora mineira. Este clipe é do disco com o título também de Circo de Ilusões. Mais sobre a artista pode ser encontrado em seu myspace, www.myspace.com/beatrizrodarte.

O MATERIAL ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR BEATRIZ RODARTE

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Biblioteca: Thiago Quintella de Mattos

Castelo do Poeta entrevista Thiago Quintella de Mattos, escritor carioca.
DEZ perguntas, DEZ respostas, algumas fotos e muitas formas de escrever.
Por João Lenjob
twitter: @lenjob

UM
CP: Com que idade você começou a escrever??

TQ: Em 1985, aos sete anos, quando Irmã Luíza incentivou a turma da Primeira Série do Ensino Fundamental (antigo Primeiro Grau) a escrever, todas as sextas-feiras um caderninho de "estórias", baseado em figuras de mimeógrafo que ela colava no topo das páginas. Mas passei a escrever, sabendo que escrevia mesmo, quando comecei a fazer uma espécie de diário no dia primeiro de janeiro de 1996, inspirado nas crônicas da seção de "opinião" do JB (Jornal do Brasil). Aproveitei um caderno de não sei quantas páginas, com a Ana Paula Arósio na capa, quando ela ainda era apenas uma modelo e a foto da Liv Tyler na primeira página. Treinava ali alguns textos como se escrevesse para uma coluna de jornal.



DOIS

CP: Além do JB, havia outras fontes para escrever???

TQ: Havia, seguramente. A vida, os casos que contava ou que contavam para mim, além das memorias da infância; básico. Passei a achar interessante relatar aquilo que eu, amigos e familiares conversávamos, além das cenas e diálogos da sociedade. Está tudo ali, aqui, na sociedade e também em nossas reminiscências. As questões abordadas na faculdade de Direito, em Petrópolis, e nos cursos de extensão, ou seja, nos botecos, onde a verdade é verdadeira. Agora, escrever para as pessoas todas lerem, o que sempre está latente no escritor, começou com a elaboração de uma esquete, em 2000, e um conto "Filósofos x Compositores Clássicos", na qual esboço um diálogo de dois amigos montando uma partida de futebol entre os filósofos e compositores clássicos. Depois, felizmente, descobri que Monty Python havia feito uma partida semelhante, mas entre filósofos alemães e gregos. Em 2003, fui convidado a montar um blog, o Canis Familiares, onde pude jogar algumas coisas para as pessoas comentarem a fim de que eu percebesse se o que eu estava fazendo era algo bom.

















TRÊS

CP: A sua versatilidade escrevendo veio deste método de abrir as fontes? E de onde veio esta veia humorística?

TQ: João, agradeço o "versatilidade". Acho que sim, abrir e fuçar algumas fontes. E a coisa melhorava muito quando lia os grandes escritores e escritoras: "olha só, ele também observava as coisas assim!", exclamava para mim mesmo, acreditando que estava no caminho certo. Quanto ao humor, ninguém menos que Chico Anysio é o "culpado". Conheci o Chico Anysio escritor e literato recebendo pelas manhãs os contos que ele mandava para os amigos dele, por intermédio do ator André Mattos, primo de meu pai. Era o chamado "Armazém". Daí, descobri uma coletânea de contos do Chico na biblioteca do apartamento de Copacabana, da minha família. Era "O Enterro do Anão". Li o conto "Domingo em Madureira", "Camarada Brijinski" e muitos outros. Percebi ali que escreveria conto da maneira de Chico Anysio, fazendo do simples uma coisa fantástica, com muita poesia. Passei também por influências de Fernando Sabino, Rachel de Queiróz, Guy de Maupassant, Rubem Braga, Stanislaw Ponte Preta, Aluísio de Azevedo e o magnífico Lima Barreto. São esses que me motivaram a escolher meu estilo, ou melhor, a buscar um estilo.



QUATRO

CP: Você segue a linha de cronista ou de vez em quando vai pros contos ou pra poesia? Qual é a linha que mais define a sua literatura??

TQ: Quando é algo para se publicar diretamente em blogs, prefiro a crônica; ela vai ao leitor com mais graça, mais sedução. Os textos que escrevo, digito e guardo nos arquivos vão para umas coletâneas, já registradas mas aguardando momento para publicação. Entretanto, como o próprio Sabino definiu a indefinição de crônica e conto, tanto a primeira tem um pouco do segundo como o segundo tem algo da primeira. Um "croníconto" seria um bom novo nome para este estilo, sendo meu advogado para neologismos Guimarães Rosa. Quanto à poesia, acho que ela entra na prosa; e sou horrível com os versos senão para compor sambas-enredo.

















CINCO

CP: Quem você tem hábito ler Thiago?

TQ: A tendência é variar entre os autores consagrados, os que chamam de Clássicos da Literatura Universal, e alguma revelação. Li alguns, mas desisti de estabelecer metas, números para lê-los; sempre serão poucos os clássicos que leremos. Agora, como diria um ex-professor de minha mãe, do curso de Letras: o livro que passa a nos escolher. Nos últimos quatro ou cinco anos, porém, tenho lido muitos autores da iberoamérica. Achei "Todos os Fogos o Fogo", do argentino Julio Cortázar, li e me encantei com o conto "Auto-Estrada para o Sul". Depois comprei "Os Prêmios" e o devorei. Como queria tratar da América Latina ou a América do Sul no mestrado em Ciência Política, a leitura de autores de nosso continente, dos nossos vizinhos foi se
intensificando. Parti para Manuel Scorza, peruano, Gabriel García Marquez, os uruguaios Eduardo Galeano e Horacio Quiroga, o nicaraguense Miguel Ángel Asturias etc. O meu "campo" de estudo no mestrado foi o brilhante livro do boliviano Néstor Taboada Terán, "Manchay Puytu: El amor que quiso ocultar Dios". E atualmente leio "Eu, O Supremo", do paraguaio Augusto Roa Bastos, para apresentar um trabalho sobre autoritarismo, poder e psicanálise no próximo FOMERCO, fórum do Mercosul em Setembro, na UERJ. Mas volta e meia cai um ensaio científico na minha mesa de cabeceira ou um escritor que não havia lido ainda, como os sensacionais estadunidenses Charles Bukowski e Jack Kerouac; e a felicidade que podemos ter lendo os escritores lusófonos africanos, Mia Couto, de Moçambique, Manuel Lopes, de Cabo Verde e Maria Celestina Fernandes, de Angola.


SEIS
CP: Quais são as principais obras da Literatura na sua opinião?

TQ: Uma das perguntas mais difíceis de se responder, mas com esforço e bom trabalho da mente, talvez seja possível... Bom, vejo quatro obras fundamentais, para começar a entender o que a literatura nos mostra. "Memórias Póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis, diz vagamente, ou às vezes nem diz o que somos. Machado chega ao seu ombro e sussurra: "Tu podes ser isso, meu caro, ou já não o és?". Saímos de sua leitura rindo sarcasticamente de nós mesmos. "O Vermelho e o Negro", de Stendhal (pseudônimo do francês Henri-Marie Beyle), nos diz que podemos ser aquilo que desejamos, mas que há muitas barreiras físicas e sociais a se transpor. Em "Crime e Castigo", de Doistoiévski, o nosso velho "Dasta" (como gosto de falar) arranca o seu coração e em riste o aponta para a sua cara e diz: "Tu és isso, ó humano!". E "Dom Quixote", de Miguel de Cervantes, mostra que somos ao mesmo tempo o Dom Quixote e Sancho Pança, O Cavaleiro e o Escudeiro, ou seja, nós e nossas fantasias, tão importantes quanto a própria realidade. Créditos também a Rocinante e Ruço, os motores sensíveis desses dois magníficos personagens.






















SETE

CP: As letras, as canções, têm comprometimento no seu trabalho??

TQ: Bem, as letras, diretamente, me influenciaram a escrever "Depois que a Banda Passou", em que brinco com a letra de outro grande Chico, o Buarque. Meu pai é letrista e poeta, as letras de música sempre foram muito destacadas quando nós, a família, ouvíamos por finais de semana quase inteiros, os grandes da MPB. Meu pai lançará em breve um disco com suas letras e com a música de seu ex-colega de plantão no Hospital de Paracambi-RJ, e do Maestro Rodrigo D'Ávila. Os discos de boas músicas abarrotavam as casas por onde moramos. Faço parte da geração que teve a chance de ouvir A Arca de Noé e Casa de Brinquedo. Toda criança deveria ouvir estes discos, fica aqui uma dica às gravadoras. Já fiz um esboço de conto para Rapsódia Nº 2 de outro Francisco, o Liszt. Idealizo uma esquete intergalática para "A Saucerful of Secrets", do Pink Floyd; e meu primeiro conto em língua estrangeira, quer dizer, bilíngue, foi um conto cortaziano baseado em "Buenos Aires Hora Cero", de Astor Piazzolla: os pensamentos e tumultos de um brasileiro vagando pela meia-noite bonairense seguem os contornos da música.



OITO

CP: Você é bastante ligado à cultura e gosta muito de esportes. O que você acha que deveria ser melhorado na cultura e no esporte brasileiros, e qual o caminho mais fácil??

TQ: Se um país quiser ser importante na comunidade internacional, além, obviamente, gostar de seu povo, deve inverstir muito em políticas culturais na qual o esporte é parte relevante. Melhorar a divulgação da cultura incessantemente, preconizar o saber, o ensino, a curiosidade, o desenvolvimento tecnológico. Fazer com que seja "legal", gratificante, enaltecedor ser brasileiro e ser de uma nação, talvez a única no mundo, onde há incontáveis manifestações artísticas exclusivas, originais ou mescladas. Pernambuco, se me lembro bem, só Pernambuco possui sete ritmos musicais e danças resgistrados no Ministério da Cultura (mas deveríamos verificar essa informação). Quanto aos esportes, são flagrantes as dificuldades da maioria dos atletas amadores e até alguns profissionais para se manterem; com as características de nosso povo e um investimento sério, desde às escolas, nas comunidades, competiremos de igual para igual com as potências olímpicas. O Brasil é pluricultural e multimiscigenado. A cultura e o esporte são alguns dos principais meios para se quebrar todos os estereótipos vendidos pela ideologia europeia e estadunidense, desconstruir todo o ideal de perfeição do colonizador, há séculos tido como padrão incrustado em nossa mente. Nessecitamos nos ver com nossos próprios olhos.


















NOVE

CP: Existe este caminho fácil??

TQ: Eu ainda creio que oferecer cultura, primar pelo esporte e sua função social impostantíssima é o caminho para criar não contestadores de uma "ordem" inventada por determinada classe que se diz especial, mas, sim uma tendência a criar um povo mais tolerante, mais conhecedor de si mesmo um povo mais leitor, mais artista, mais atleta. É difícil o caminho, mas ele tem que ser percorrido.



DEZ

CP: E o Thiago pra frente? Quais os planos? Quando leremos um livro seu?

TQ: Depois de solucionadas algumas prioridades na minha vida profissional, pretendo compilar de vinte a trinta textos, entre crônicas e contos, registrar e publicar, pelo menos até 2012. A arte vai nos salvar!


Mais sobre o trabalho do escritor, o Visconde Thiago Quintella de Mattos, pode ser encontrado em seu blog atual http://www.olhaosemblante.blogspot.com e, ainda, no antigo http://canisfamiliares.blogger.com.br, onde se encontram textos dele desde 2003.


ENTREVISTA AUTORIZADA.
MATERIAL CEDIDO E AUTORIZADO POR THIAGO QUINTELLA DE MATTOS.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Torre: Radical Nobre

Em Morro Vermelho






















































A nossa Radical Nobre Kel Macedo e a turma dos Morcegos, conforme parceiro nas fotos Osnan, invadem Morro Vermelho, na cidade de Caeté, terra dos corajosos Emboabas para mais uma descida de Rapel. Para os interessados, o link da comunidade no orkut do grupo é http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=16792075.


O MATERIAL ACIMA É DE RESPONSABILIDADE DE KEL MACEDO

sábado, 11 de dezembro de 2010

Trilha: Aventureiros

Teste de Mochila





































Conforme fotos, os Aventureiros, os Cavaleiros Hugo e Juca continuam rodando a Bahia e no vídeo a apresentação do tema deste capítulo.

O MATERIAL ACIMA É DE RESPONSABILIDADE DOS COLABORADORES HUGO E JUCA.