terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Porta-Retrato: Estilizando

Letícia Spirandelli apresenta a Exposição "Estilisando"





















































































































































A Viscondessa Letícia Spirandelli é estilista e fotógrafa mineira com todas as qualificações e formações na área de Moda. Muito inteligente e educada, está comigo almejando projetos futuros no ramo de fotografia em Sombra. Mais do seu trabalho em seu blog http://leticiaspirandelli.blogspot.com/. Intero que ela já passou por aqui em foto divulgação da modelo Izabela Pimenta para desfile do tema O Olhar de Horus e voltará diversas vezes.

João Lenjob
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O MATERIAL ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR LETÍCIA SPIRANDELLI

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Estudio: Carolina Rennó

Carolina Rennó canta Ich lade gern mir Gäste ein (Chacun à son goût - Prince Orlofsky)


A minha amiga e Viscondessa, a Cantora Lírica Carolina Rennó neste vídeo cantou sob regência do Maestro Roberto Tibiriçá no concerto de premiação do Concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfonica de Minas Gerais. O registro foi feito por Lucas de Lima.
João Lenjob
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O MATERIAL ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR CAROLINA RENNÓ

Saúde: Gabriela Goulart

Reeducação Alimentar

A reeducação alimentar é o grande aliado para que se possa conseguir perder peso, ganhar peso e principalmente manter o peso sonhando.

O segredo está em saber selecionar o alimento dosar as quantidades e principalmente saber fazer as substituições.

A pessoa deve adquirir novos hábitos alimentares, passando a ter uma nova visão sobre alimentação.

A alimentação deve ser controlada, visando sempre o bem estar mental e corporal. É errado, quem tenta procurar na comida uma fuga ou solução para situações que nada tem a ver com ela. Se insatisfeita(o) com o trabalho, por exemplo, de nada adianta se entender em doces e bolachas ou deixar de comer. No final além do problema com o trabalho terá também o problema com o excesso de peso. Busque a solução certa para cada situação. O alimento ou a falta dele pode ser a válvula de escape de mais fácil acesso, mas isso só o deixará mais frustrada quando passada a compulsão.

Reeduque sua alimentação e mostre a você mesmo que é possível ficar de bem com a balança por muito e muito tempo.

Reeducação Alimentar ↔ Novos hábitos Alimentares ↔ Manter o Peso Sonhado


Pense nisso e adote está idéia!

Aqui vão algumas dicas:

- Descanse os talheres no prato entre uma garfada e outra, não se esqueça de mastigar muito bem os alimentos.
- Não dê intervalos maiores que 3 horas entre as refeições.
- A atividade física deve estar sempre presente.
- Quando for a uma festa imagine que o mais interessante será o encontro com os amigos, a conversa jogada fora e não os aperitivos ou o jantar que será servido.
- Utilize barrinha de cereal ou uma fruta em substituição ao biscoito recheado ou waffers.
- Utilize preparações grelhadas, assados ou cozidos por frituras.
- Refogue os legumes sem óleo. Apesar de parecer impossível, ficam saborosíssimos.
- Retire gorduras aparentes das carnes e a pele das aves.
- Cuidado com as beliscações
- Saiba que o vilão no ganho de peso pode ser o que você come nos intervalos, ou seja, a famosa “beliscadinha”

Conheça as calorias de alguns alimentos:

- Bolo - 1fatia - 200 kcal
- Pipoca microondas – 1/2 saco – 200 kcal
- Sorvete chocolate - 1 bola – 188 kcal
- Biscoito recheado – 1 unidade – 70 kcal
- Pão de queijo - 1 unidade (lanchonete) – 230 kcal
- Pizza presunto \ mussarela – 1 fatia média – 190 kcal
- Bombom sonho de valsa – 1 unidade – 154 kcal
- Misto quente – 1 sanduíche – 250 kcal
- Chopp – 1 tulipa – 140 kcal
- Amendoim torrado com sal - 1 xícara cafezinho – 160 kcal
- Se você é de comer fora hora de hora um bombonzinho, uns biscoitos recheados e um pedaço de bolo saibam que no final do dia o total de calorias pode ultrapassar o que você necessita.

Conheço a Gabi Goulart há anos e tive até uma participação legal em sua vida e ela sempre tem na minha. Viscondessa, ela formou-se em Nutrição e hoje é referência em Belo Horizonte. Costumeiramente atenciosa, está abrindo esta parceria com o Castelo e deixar aqui dicas de alimentações importante para todos. Para saber mais do assunto e da nossa nova Viscondessa, o seu site é http://www.mariagabrielagoulart.com/.
João Lenjob
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O MATERIAL ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR GABRIELA GOULART

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Corte: Síndia Santos

Porta-Retrato: Síndia Santos fotografou Trabalhador Industrial
























































































































































Biblioteca
Trabalhador industrial
O acidente
Síndia Santos

Flávio não acreditava que moinhos de vento eram gigantes. Então naquela manhã, seguiu sua rotina de dependurar-se nas hélices de braços longos do resfriador de água da usina para lhe dar manutenção. Foi quando o gigante despertou e o arremessou diversas vezes contra as paredes até arrebentar a corda que o segurava. Rodando feito um saco estropiado, Flávio despencou. Foram doze metros de pregas de ar até espatifar-se no chão.

Despertou-morto assustado com o tempo o chacoalhando. Seria advertido por interromper o trabalho, por não contar com esse acidente na análise de risco, bastava olhar as feições assustadas de seus companheiros de trabalho para perceber que estava em má situação, talvez fosse até demitido.
Levantou-se depressa com o tempo lhe pisando os calcanhares e pôs-se a caminhar, mas por alguma razão, feito o avesso dos ponteiros do relógio, seguia em sentido contrário ao que se predispunha. Mais uma tentativa e lá ia ele na contramão. Uma olhadela para baixo e avistou calcanhares ao invés dos dedos dos pés, mais para cima viu a própria bunda. Girou no eixo e tudo continuava fora do lugar. Então Flávio se deu conta de que o quadril estava do avesso.

Fuga da usina
A ambulância chegou e na tentativa de ir ao encontro dos enfermeiros e explicar que tudo estava bem, se afastou como que às pressas.
_ Está desorientado, a pancada lhe afetou a cabeça! Disse o enfermeiro magro e alto.
_ Não podemos deixá-lo dormir. Advertiu o pançudo e baixo.
Flávio foi jogado sobre a maca. Batimento cardíaco, pressão, tudo anormal.
_ O senhor sente alguma dor? Inquiria o gordo enquanto lhe apalpava as costelas.
_ Não.
Os agentes da saúde se entreolharam. Mais uma pergunta:
_ O senhor poderia nos dizer o que aconteceu?
_ Bem, despenquei lá de cima... Mal terminou a frase e de novo Flávio caia, tentava andar, ia ao contrário e dava-se conta do quadril do avesso, os enfermeiros chegavam e de novo as perguntas. Era um circulo vicioso, problema sem solução. Então, quando Flávio despencou pela quinta vez resolveu sair dali. Sabia que se corresse para frente, iria para trás então se pôs a correr para trás e seguir para frente.
Alcançou os portões da usina, estranhamente todos percebiam o andar desajeitado, mas ninguém perguntava coisa alguma. Na medida que se afastava do emaranhado cinzento e infinito de ferro, gases e poeira, os passos ficavam mais largos e logo Flávio estava em casa. Seu pai assistia o noticiário da tarde sentado no sofá esburacado:
“Uma pessoa morreu e outra ficou ferida ao caírem da plataforma em que trabalhavam em Cubatão. Flávio Roberto da Silva Batista, de 26 anos, morreu no local e Anderson Benedito Ferreira, de 30, foi levado para o hospital”.
Flávio estava morto.

Dar a noticia ao pai
O velho levantou e desligou a tevê. Virou-se para a ex-esposa e perguntou sobre a noticia da televisão.
_ Disseram o nome do Flávio. Ele argüiu diante da negativa.
_ Confundiram com outra pessoa... a mãe de Flávio chorava lenta de calmantes.
--
Passava das seis e meia da manhã quando Vanessa, irmã mais nova de Flávio, chegou na casa onde ele costumava morar com a mãe, a esposa e a filha de três anos. Sentada no sofá velho, ela via a mãe caminhar perdida pela cozinha, sem encontrar o pó de café que se tornava urgente diante da água que fervia.
Vanessa passara a noite inteira ao lado do corpo do irmão no velório e agora tinha a tarefa difícil de dar a noticia da morte ao pai, que embora desconfiasse, ainda não sabia.
Os filhos de Jaqueline, a irmã mais velha da família, acabavam de acordar de uma noite atípica em que dormiram fora de casa. Naquela manhã também não iriam para a escola, tinham que enterrar o tio.
Vanessa acenou para que o pai sentasse ao seu lado e lhe entregou um copo de água e um calmante.
_ Pai, o senhor sabe o que vou lhe contar, não é? O Flávio morreu ontem. O corpo foi velado de madrugada. Vamos enterrá-lo daqui a uma hora.
O relógio marcava sete da manhã. A mãe finalmente terminara de fazer o café. As crianças sentavam pelo chão carregando xícara e pão. Com o rosto escondido entra as mãos o pai chorava miúdo, numa resignação abafada. Insistia em não acreditar no que a filha lhe dizia:
_ Erraram o nome, não erraram?...
Vanessa queria dizer que sim, mas passara a madrugada desconhecendo o corpo retorcido do irmão.
_ A bacia dele está quebrada... O osso está do avesso por baixo da roupa. Seu rosto foi reconstruído, o calor já está abrindo furos na resina.

O enterro
Havia uma mesa posta sob a arvore do quintal da mansão em que morava num dos bairros mais ricos da cidade. Sentado, Omar apoiava os cotovelos nos filhos enrijecidos e na esposa que escorria oleosa tentando escapar do peso que a oprimia.
_ Não vou ao enterro! Disse ele.
_ Está certo. Eles podem estar enfurecidos! Concordou a esposa.
O filho mais novo queimava em lágrimas entupidas. Os três mais velhos comiam sem parar de suar. Todos engordavam dia após dia naquela mesa cumprida de onde não parava de brotar pães, macarrão, coca-cola e pizza.
Omar era o chefe da casa, dono da empresa onde Flávio trabalhava; vivia tão cheio do desejo de vencer que minhocas lhe entupiam a boca de idéias, saiam atravessadas pelo nariz, escapavam pelo canto dos olhos.
Naquele dia estava decidido a não deixar a morte de Flávio lhe tomar mais um dia de trabalho. Havia uma usina a ser alimentada e a rotina não podia estancar. Ele levantou apressado, com o tempo lhe apertando os passos. Sua BMW o esperava no portão, tentou alcançá-la, mas ao invés de se aproximar, se afastava e acabou chegando no terreno onde construiu sua primeira casa. Pôde assistir a esposa contar a vizinha:
_ Todo o dia, ele chega do trabalho e se põe a medir o terreno. Não entendo de onde tira a idéia de que conseguirá construir três quartos, sala, banheiro, cozinha nesse terreno que levamos a vida toda para comprar.
Era um tempo em que a esposa o amava de incompreensão e ainda não se escondia no quarto, absorta do mundo, desinteressada de tudo. Ele caminhou até o terreno e tocou o chão:
_ A sala vai ser aqui... Levantou-se decidido a se desvencilhar dos fios daquelas lembranças, mas ao invés de ir para frente, ele seguiu para trás e as lembranças o estrangularam. Rasgado em diversos pedaços ele tentou se reconstruir e então se deu conta de que seu quadril estava enviesado. Correu em desespero e chegou no velório, onde as mãos de uma menina de cabelos longos e olhos risonhos, já o alcançavam. Ele não a conhecia, mas seus dedos longos passaram a abotoar botão por botão do casaco de lã que ele usava. Com a mão enleada a dele, ela o guiou até a entrada do velório, onde se afastou e foi ter com a mãe, Jaqueline, que se despedia do corpo do irmão.
Ele quis se afastar, e acabou por se juntar aos familiares. Jaqueline o olhava implodida, sua presença era escombros da manhã anterior, quando um funcionário foi até a sua casa e lhe deu a notícia da morte do irmão mais novo.
_ Vocês mataram meu irmão?! Ele foi trabalhar e vocês o mataram! Não... não entra na minha casa! Saia daqui! Ela empurrava o funcionário que vencido pelos safanões logo se afastou.
Ali no velório, Jaqueline sequer esboçava um sinal de raiva. Era toda desamparo, já consciente de que bem algum poderia reparar aquele mal.
Omar viu o corpo de Flávio deixar a sala e ser enterrado na campa que ele comprara às pressas na noite passada. Descorçoado, se embrenhou nas ruas do cemitério. Já era noite e ele sabia que nunca mais conseguiria voltar para casa.


A Condessa, a versátil artista e fotógrafa Síndia Santos é santista e hoje mora no Rio onde vive seus anseios artísticos. Muito simples, carinhosa, talentosa, disse a ela que se parece com uma versão feminina minha pelas colocações e pontuações culturais as quais se refere e justifica. A Síndia neste trabalho fotografou o Trabalhador Industrial. Um retrato muito brasileiro mas de outro ponto de vista e fez ainda este release com formato de crônica. Mais de seus trabalhos em seu blog, http://fiandeira.wordpress.com.

João Lenjob
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O MATERIAL ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR SÍNDIA SANTOS
TEXTO CEDIDO E AUTORIZADO POR SÍNDIA SANTOS

Projetor: Usando a Psicologia

Erd Filmes Apresenta:
O Assalto Nosso de Cada Dia - Usando a Psicologia


Acima mais um belo trabalho da Erd Filmes, do Visconde Josias Pereira. Espero ter sempre seus curtas aqui e aprofundar a parceria. O site da Erd Filmes é http://www.erdfilmes.com.br.

João Lenjob
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O MATERIAL ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR JOSIAS PEREIRA

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Estúdio: Maíra Labanca

Maíra Labanca canta Goody Goody


A Viscondessa, cantora Maíra Labanca, é outra artista completa no Castelo. A minha querida e costumeiramente doce mineira é também letrista e possuídora de um talento sempre versátil. A oportunidade de tê-la aqui tardou um pouco, mesmo com as vontades de ambas as partes, mas finalmente posso apresentar a todos uma maravilha de voz majestosa. Espero que ela volte ao Castelo diversas vezes. Tudo sobre ela em seu site, http://mairalabanca.com e também o seu twitter: @mairalabanca.

João Lenjob
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O MATERIAL ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR MAÍRA LABANCA

Trilha: Aventureiros

Siri Recheado e o Cacete!





















































































































































































Desta vez os Aventureureiros, os Cavaleiros Hugo e Juca passearam numa boa pelo litoral baiano e conheceram literalmente o comercio de marinhos. Ouviram nativos tocando violão e questionaram a falta de sol. Semana que vem tem mais.

O MATERIAL ACIMA É DE RESPONSABILIDADE DOS COLABORADORES HUGO E JUCA

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Biblioteca: Rosângela Maluf

Pequenos contos II

Octávia
Rosângela Maluf

Hostal del Habano
Conde de Villanueva...
Habana Vieja, Cuba

Quando Octávia conseguiu um lugar de camareira no Hostal del Habano foi quase como um milagre. Ninguém, na vizinhança, acreditou quando ela, metade brasileira, metade cubana, deixara de lado promissora carreira de ginasta para ingressar no mundo do turismo, dos dólares fáceis, o que lhe permitiria acesso a tudo de bom que se pudesse comprar, clandestinamente, na ilha. E ainda conhecer gente nova, gente rica, llena de plata, brasileiros, europeus, quem sabe alguém que pudesse se interessar por uma mestiça ?

O Hostal ficava na Calle de los Mercadores, n. 202, esquina com a Lamparilla; um requintado e luxuoso sobrado, com um lindo pátio interno, decorado com enormes vasos, cheios de plantas. Corredores espaçosos e vitrais coloridos numa elegante ambientação colonial. Sóbrio, o salão dos fumadores oferecia todo conforto e harmonia de estilos que os amantes do tabaco esperavam de experiência tão prazerosa e inesquecível.

Octávia cuidava de todos os nove aposentos: as suítes e as semi suítes.
Varria, limpava, lavava, trocava as roupas de camas, as toalhas de banho, deixava tudo brilhando, repunha o kit de perfumaria e alguns outros mimos como caixas de fósforos, isqueiros e sachets perfumados.

Era um trabalho bastante cansativo mas as gorjetas, em dólares, eram generosas e seu sorriso aberto e branco inflacionava o valor normalmente concedido às camareiras. Era simpática, alegre, sempre pronta a dar informações, aconselhar roteiros, mostrar no mapa os pontos interessantes, os melhores restaurantes de Havana, as casas noturnas, os melhores shows, as estradas para Santa Clara, Santiago, Sierra Maestra, tudo com grande vivacidade e entusiasmo.

Aos 28 anos Octávia não pensava em se casar, nem ter marido, filhos, nada...
Só pensava em ir para o Brasil.
As revistas deixadas pelos turistas só faziam aumentar seu encanto pelo país de sua mãe; as novelas, vistas na televisão, eram objetos de sonho e encantamento, olhados com olhares de fantasia. Octávia só pensava no carnaval brasileño! Gente bonita e nua, as ruas cheias, o samba, a riqueza dos desfiles, as praias tão lindas como as de Varadero; os carro que circulavam, novinho, novinhos; liberdade plena , dinheiro fácil, no Brasil sim, é que seria bom viver – andava farta de tanta pobreza ao seu redor.

No cortiço, onde vivia com os pais e um irmão, quatro outras famílias dividiam as mesmas áreas internas, os banheiros, a luz, às vezes o pão e o rum. A bolsa de alimentação era horrível, tudo muito escasso : comida, sabonete, papel higiênico e só mesmo no hostal ela podia sentir um pouco mais de conforto .

Desde que começara no novo trabalho passou a se dar a pequenos luxos e grandes prazeres, nunca antes conseguidos. Além dos muitos presentes deixados pelos hóspedes, passou a usar roupas melhores, menos velhas e surradas; se maquiava, possuía 4 batons de cores diferentes, trazia os olhos sempre bem pintados e todos os dias, usava lápis e rímel. Aprendeu a cuidar dos cabelos e o pequeno espelho quebrado, onde se via antes de sair, lhe dizia o quanto se fazia bonita. Já podia variar entre três brincos de argolas, dourado, prateado, de diversos tamanhos.

Naquele verão os vôos do Brasil chegavam em grande quantidade; não só para ilha mas também para as praias, belissimas como Varadero, Cayo coco, Guardalavaca, próxima à cidade de Holguin e muitos, muitos lugares de indescritível beleza natural. Quem ficasse uma semana em Cuba não deixava jamais de conhecer Santa Clara, Trinidad, Camaguey, Santiago...a ilha era mesmo uma grande festa.

Numa dessas manhã preguiçosas, no café da manhã, Octavia olhou para aquela mulher sozinha, na fila, para se servir de um suco. Lhe pareceu algo familiar, mas não era nenhuma hóspede habitual do hotel; uma pessoa conhecida, talvez? Achou que não... A despeito dessas interrogações, se dirigiu à mesa para lhe perguntar o número do seu quarto.

Que olhar era aquele? Que coisa estranha lhe passava aquela mulher? Uma pessoa tão igual, nem alta nem baixa, nem feia nem bonita, nem gorda nem magra, mas que tinha um certo encanto, ah, tinha sim.

Foram inúmeras as trocas de olhares durante aquele café e também durante os outros quatro dias que ali permaneceu a misteriosa mulher. Conversaram poucas vezes, perguntas comuns, sem nada de especial, Ela iria para Jamaica e voltaria dentro de dois dias para passar, em Havana o resto das férias.

Foi na volta que tudo se deu: o re-encontro, os sorrisos, as trocas de olhares e toques de mão, os primeiros jantares, as noites calientes no quarto 7 e Octávia viu que sua vida poderia ser melhor, muito melhor.

Sentiu que nenhum homem lhe causara antes aqueles sentimentos que lhe brotavam lá do fundo! Aquele calor pelo corpo todo, a respiração curta, a ansiedade. Nunca se sentira assim ao contato com outra pele; nunca aquele cheiro, nem aqueles cabelos negros e macios. Se descobriu, enamorada ...

O tempo passou...olhava e olhava aquele cartão branco, com o nome da Dra. Nahiman, o endereço do consultório de pediatria, telefone, e-mail, dias e horários de atendimento e de tanto beijar aquele pedacinho de cartão foi ficando apaixonada.

A amiga Zuleina recebeu algum tmepo depois um cartão do Rio de Janeiro: um imenso céu azul, montanhas, mar, florestas e um Cristo ao fundo. Escrito com caligrafia miúda, um recado de Octávia: estoy muy, muy feliz...besos!


É com muito orgulho que veiculo novamente aqui a Prima, ainda Viscondessa, Pessoa Rosângela Maluf, a Rô Maluf, que fez o maior sucesso na semana passada com o conto Graciliana. Semana que vem tem mais. Seu blog é o http://romaluf.blogspot.com.
João Lenjob
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O TEXTO ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR ROSÂNGELA MALUF

Anfiteatro: Ana Gusmão

Ana Gusmão atua em Cada Um Tem a Sogra Que Merece

A agora Marquesa Ana Gusmão, cujo o blog que está em construção, é http://anagusmaoarte.blogspot.com, estará na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de Minas Gerais do dia De 06 a 29 de janeiro, quinta à sábado às 19h; De 3 a 27 de fevereiro, quinta à sábado às 21h; domingo às 19h, no Teatro da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa.

João Lenjob
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Sinopse:
Tinha tudo para ser um final de semana perfeito. Duas noras e ela, a terrível sogra, foram passear na casa de campo da família. Porém, um crime muda toda a tranquilidade do lugar. Segredos de família escondidos debaixo da poeira começam a ser revelados. Muito humor, suspense e mistério nesta divertida comédia. Afinal, ninguém segura esta sogra.

O MATERIAL ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR ANA GUSMÃO

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Projetor: No Ponto

Lívia Gaudêncio dirige o Curta No Ponto

No Ponto from Cinema Espírita on Vimeo.


A Condessa Lívia Gaudêncio que dirigiu este Curta-Metragem No Ponto é atriz quase socia do Castelo. Ela já foi entrevistada e está na Cortiça ao meu lado. Amiga que conheço há tempos e que agradeço pela costumeira atenção e em nome de quem visita à pureza de um talento. No Elenco a Viscondessa, a Atriz Ayala Melgaço, que é verdadeiramente um doce de pessoa e o ator Geraldo Peninha. Curiosamente o elenco ainda conta com as participações de também duas amigas, a sempre presente Paula Albuquerque e a Fabiane Aguiar. É muita gente talentosa num trabalho apurado e interessante. O site da Lívia é http://liviagaudencio.com.
João Lenjob
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O MATERIAL ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR LÍVIA GAUDÊNCIO

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Estúdio: Marília Abduani

Música Antes Que Seja Tarde de Marília Abduani e Marcus Viana

Os Músicos Viscondes Marília Abduani e Marcus Viana lançam no Castelo do Poeta, com exclusividade, Antes Que Seja Tarde. Para saber mais do trabalho dos dois visitem http://mariliaabduani.blogspot.com e http://www.sonhosesons.com.br.

O MATERIAL ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR MARÍLIA ABDUANI

Passarela: Izabela Pimenta

Através do Castelo do Poeta, entrevistei a modelo Izabela Pimenta, que conheci em Belo Horizonte e tenho muito orgulho de ser amigo. Sempre doce, educada, a top desfila um charme que vai muito além de sua expressiva beleza, que é a simpatia, atenção e carinho que tem por todos. Ela ainda foi musa do meu blog pessoal quando tive o privilegio de escrever para ela um poema.
DEZ perguntas, DEZ respostas, algumas fotos, filme e muitas formas de posar e de viver.
João Lenjob
twitter: @lenjob
http://lenjob.blogspot.com


UM
CP: Quantos anos com a carreira de modelo??

IP: Ja tenho uns seis anos nesta vida. Antes fazia muito a parte fashion (passarela) e hoje em dia sou mais da parte comercial (fotos, vt's) porque estou gordinha pra desfiles (risos). Eu gosto muito de passarela, mas o fisico que exigido não é pra nenhum ser-humano normal. Não que eu seja ompletamente normal (risos).



DOIS

CP: Eu entendo, você fala do figurino básico para modelos que tenham mais de 1,75 que você tem, mas que pesem aproximadamente 50 quilos, não é??

IP: É, na verdade eu tenho um pouquinho a mais: 1,85, não é? E há três anos atrás eu tinha 1,82 e 56 quilos.






















TRÊS

CP: E chegar na carreirra foi natural pelo seu perfil ou você tinha interesse???

IP: Assim: não vou dizer que foi carreira, porque estou em Belo Horizonte e não quis ir pra São Paulo ou pra fora e aqui o mercado não é grande, mas a conquista dos meus trabalhos. além de ter sido natural pelo perfil, foi de maior parte pelo meu interesse. Corri muito atras.



QUATRO

CP: Como é a dieta para comercial?

IP: Uai? É bem complicado sabe? Porque eu "adooooooooooooooro" comer (risos) e passo um "perrreeengue" pra conseguir me controlar. É bem complicada minha dieta, porque eu não como carne (não é pra emagrecer), então só me restam os carboidratos. Além de tudo, adoro um docee!! E pra conseguir comer isso tudo, faço "muiiiiiiiiiiiiiiiiiiita" academia. E ainda assim não estou satisfeita com meu corpo. Quero emagrecer nove quilos.























CINCO

CP: E a disciplina? Existem muitas exigencias?

IP: Ser magra é sempre a mais complicada (risos). No caso ser gorda e querer ser magra, não é (risos)?



SEIS

CP: É necessario gostar e entender de moda, fotografia para ser modelo ou basta ter o perfil?

IP: Ter o perfil ajuda muito não é??? Mas é necessário entender um pouquinho e além de tudo gostar "muitooo".






















SETE

CP: É complicado viver numa carreira que é basicamente curta??

IP: É como eu disse: eu não chamo de carreira. Sei lá! São meus trabalhos (risos) e pra mim não é complicado, porque eu estudo e quando eu formar, dai sim vou ter uma carreira garantida.


OITO

CP: Muitas modelos acabam indo para as artes cênicas. Quando encerrar pretendo fazer teatro ou pensa em televisão?

IP: Então: teatro eu sempre quis fazer e ainda quero, mas ainda nao sei quando vou ter tempo, mas assim que eu tiver um tempinho, pretendo começar.






















NOVE

CP: Ser uma musa de um time (Izabela é Musa do América Mineiro - time da elite do futebol brasileiro) requer um tipo de atenção peculiar? E ser ser musa de um poeta que agora é Duque de um Castelo é diferente??

IP: Ah.. O mais importante é que eu sou apaixonada pelo América. A atenção que eu dou e sempre dei ao meu time de coração acho que é excelente, pois sou uma torcedora ativa, vou aos jogos, acompanho meu time e sou amiga de muitos americanos. E neste caso de ser sua musa eu fico muito agradecida por tanto carinho



DEZ

CP: Quais são os planos da modelo Izabela Pimenta para o futuro??

IP: Nossa!! Nem sei falar. Os planos da mulher Izabela Pimenta, melhor dizendo, são formar, talvez fazer uma viagem pro exterior e arrumar um bom emprego como Terapeuta Ocupacional.




A modelo e Viscondessa Izabela Pimenta atua em Belo Horizonte e Região Metropolitana, onde reside. Mais sobre ela no http://izabelapim.blogspot.com; blo este que está em construção, mas que já tem algum material.
As fotos são de book's de Fernando Trancoso, portfólio de Adelchi Ziller e desfile de Letícia Spirandelli.

ENTREVISTA AUTORIZADA
MATERIAL CEDIDO E AUTORIZADO POR IZABELA PIMENTA

Eventos: Alfândega Bar






Para ver as fotos da Virada do Alfândega, clique na imagem acima.