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sábado, 29 de outubro de 2011

Com o Cetro: Aretha Maciel

Quadro para profissionais da Cultura Brasileira com perguntas fixas elaboradas por João Lenjob inspirado no Livro Entrevistas de Clarice Lispector. Outros Profissionais com o Cetro.

Aretha Maciel, Paulista, Bailarina

Você critica seus próprios trabalhos?
Sim, acho positivo refletir sobre nossas próprias criações. Avaliar e reconhecer o que deu certo e o que não deu é sempre bom.

O que é o amor?
É o sentimento humano de maior poder. Capaz de transcender nossa racionalidade e nossos pré-conceitos.

As conquistas interferem na vida pessoal?
Interferem. As vezes de maneira mais direta e por vezes indireta. A conquista de algo nos proporciona o sentimento de realização, de satisfação que consequentemente nos permite um estado de maior contentamento e aí isso acaba sendo comungado nas relações com outros.

Qual o maior momento da carreira?
Momento em que se consegue atuar profissionalmente realmente estabelecendo uma relação verdadeira consigo mesmo, na relação com os outros e acreditando no que está fazendo.

Quando você sabe que vai dar certo algum trabalho?
O termo "dar certo" é muito relativo. No meu conceito, "dar certo" é quando você executa um Projeto com o máximo de empenho, dedicação e verdade. Isso já é dar certo, Agora o retorno, pode ser variado.

Como você acha que o Castelo pode ser exemplar ou inspirador através da sua pessoa?
O Castelo é um canal de comunicação e desde que as pessoas estejam verdadeiramente abertas à receberem e a trocarem experiências acredito que já haverá uma possibilidade de diálogo.

O seu trabalho é a coisa mais importante de sua vida?
Não. Meu trabalho é importante como mais uma caminho a ser construído em minha vida, mas ainda julgo as relações humanas que possuo mais importantes que ele.

O que você mais deseja atualmente?
Paz interior.

Como as pessoas podem interferir no seu trabalho?
De diversas maneiras. Não há uma específica. Depende do que fala e de como fala, do momento e da atitude.

Quais os profissionais da arte, moda, esportes, educação, saúde e afins você mais admira pela natureza profissional e pessoal?
Damián Muñoz e Virginia García, fundadores do La Intrusa Danza, sediado em Barcelona, por conseguirem atuar artísticamente da maneira que eu realmente acredito.

Aretha Maciel também já passou pelo Castelo e foi a primeira artista a ser entrevista com o formato texto e vídeo. Talentosa sim, também bailarina da Cia Mário Nascimento, esperamos que ela volte.

Castelo do Poeta
twitter: @castelodopoeta

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Salão de Baile: Escapada



Ainda tem material para ser postado de Escalada e cada um mais belo que o outro. Vale mesmo a pena ver. Parte desta entrevista com foi respondida previamente, mas na íntegra está aqui com a Dançarina Aretha Maciel. E aqui para ver a entrevista com a Rosa Antuña, a Cobertura Anterior de Escapada e também o material fotográfico de Marco Aurélio Prates.

João Lenjob
Twitter: @lenjob
http://lenjob.blogspot.com

MATERIAL ACIMA CEDIDO E AUTORIZADO POR ROSA ANTUÑA

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Salão de Baile: Aretha Maciel

O Castelo do Poeta entrevista Aretha Maciel, paulista de Ribeirão Preto e residente em Belo Horizonte, bailarina profissional, dançarina da Cia Mário Nascimento, musicista.
DEZ perguntas, DEZ respostas, fotos, filme e muitas formas de dançar e até tocar um instrumento muito diferente...

UM
CP: Com quantos anos você começou a dançar pessoal ou profissionalmente?

AM: Desde criança participava de coreografias na Escola, mas fazer aula e estudar dança mesmo comecei aos 18 anos, em Ipatinga, em um Movimento Negro Social, o Grucon (Grupo de União e Consciência Negra), do qual participava um Amigo meu da época de Escola.



DOIS
CP: Qual a sensação de ter ganho um prêmio tendo uma carreira tão curta ou bem mais curta que a de seus companheiros?

AM: A sensação é de um retorno positivo ao trabalho, que por vezes foi árduo, em ter que correr para me qualificar. É também uma grande honra poder estar ao lado de profissionais que admiro e tenho como inspiração. As vezes acontecem estas boas “surpresas” no caminho.






















TRÊS

CP: O que é mais difícil na dança como profissão, além de claro a alimentação, o condicionamento físico e as contusões??

AM: Particularmente, acho mais difícil o exercício da profissão em nosso país. Ainda temos muito que caminhar em se tratando de reconhecer o trabalho real de um profissional da Arte. Na verdade, temos que caminhar em muitos outros setores e aspectos sociais também.



QUATRO
CP: Você em Escapada (Espetáculo da Cia Mário Nascimento) toca dan ty bá além de dançar, tem outra habilidade além destas duas ou tem interesse em por exemplo, pintar, atuar, escrever, fotografar, desenhar? Acredito que tudo é possível; o dom apenas acelera.

AM: Concordo que o dom acelera e por vezes tempera o trabalho desenvolvido. Minha própria experiência de vida me diz isso. Trabalhei e trabalho muito até hoje para conseguir atuar profissionalmente no que escolhi ou no que me escolheu. Ainda não descobri se tenho mais habilidades (risos). Já fiz aula de acrobacia aérea e outro estilo de dança, b.boy, também. Acho interessante pintar, atuar, escrever, fotografar, desenhar, mas não sei se tenho estes dons. Comecei com o dan ty bá, que é um instrumento de cordas e já me interessei por violão também e no final do ano passado até fiz umas aulinhas. Ainda no caso do espetáculo, trabalhei para tocar acordes e melodia, mas no calor da cena, e do que vem antes, senti a necessiade de simplificar, tendo em vista que tem menos de um ano que estudo. Assim, optei por tocar, em cena, melodias mais simples. Daqui a um tempo, quando eu estiver mais segura ousarei mais.

















CINCO

CP: Voltando a Escapada, foi mais difícil tocar no compasso da dança, contracenar sozinha ou acompanhada?

AM: Tento dar atenção igual a todas as partes e cenas, mas confesso que como meu estudo em música é mais prematuro, esta é a parte com a qual preciso ter mais atenção ainda.



SEIS
CP: Pretende dedicar-se mais a função musical mesmo paralelamente ou é só um passatempo que complementa a sua alma ou providencialmente suas apresentações?

AM: Quero continuar estudando, mas sem pretensões ainda. Acho que é necessário muito estudo. Por enquanto, constitui uma vontade pessoal de ampliar habilidades e alimentar a alma. E, gostaria de agradecer ao meu professor, o músico Micael Pancrácio, por ter aceitado o desafio de explorar junto este instrumento, o dan ty bá, e por compartilhar comigo seus conhecimentos técnicos e artísticos.

















SETE

CP: O que mais você espera da dança? Pensa em criar figurinos, produzir, coreografar?

AM: O que mais espero é poder comunicar algo, “tocar” alguém que vá assistir ao espetáculo. A longo prazo, não tenho certeza. Já trabalhei na produção de Cia. e também gosto. Mas também tenho vontade de criar trabalhos meus.



OITO
CP: Quais suas preferencias e referencias na dança e na música?

AM: Me inspiro através de muitos artistas com os quais trabalhei, trabalho e tenho a oportunidade de assistir. Citarei os que me tocaram mais recentemente na dança: Virginia García, Damián Muñoz, Alexis Fernández, Sidi Larbi e a Cia. Dos a Deux. Gosto muito de música brasileira: Djavan é o primeiro, Chico Buarque, Vander Lee, Elis Regina, Flávio Venturini, Toquino, Vinícius de Morais, Simone, Maria Betânia, Lenine, Maria Rita, outros René Aubry, Beirut, Radiohead... tem muitos que curto.
















NOVE

CP: Quais as dificulades da nudez em dança?

AM: A profissional de dança Aretha pensa que artisticamente o nu pode ser utilizado sim, mas de uma maneira contextualizada, pontual, partindo de algum pensamento ou sentimento que a cena solicite. Não gosto do nu gratuito. Já a pessoa Aretha sente sim um pouco de constrangimento no processo, mas busco construir um subtexto ou sentimento para justificá-lo, mesmo que não seja tão perceptível para o público. Quando comecei a dançar não sabia muito bem o que envolveria. Tranquei a faculdade de engenharia de alimentos em Viçosa e vim para BH. Então, procuro construir sentido em tudo que faço, para fazer valer a pena.



DEZ
CP: Quais os próximos objetivos da profissional Aretha Maciel??

AM: Enquanto bailarina, quero continuar tentando fazer o melhor trabalho possível. E fazer um trabalho meu também.





Recebi através do Castelo do Poeta e da TV Castelo a doce bailarina Aretha Maciel acompanhada de seu muito bacana marido César e nos "vai e vem" de cada assunto descobrimos amigos em comum, pois ambos tem famíliares na cidade do Aço Ipatinga, onde também tenho muitos primos por ser próxima a minha terra, Nova Era. Muito simpáticos e inicialmente tímidos, logo a tranquilidade reinou no local, assim que a bela bailarina me mostrou fisicamente a diferença entre a Dança de Salão e a sua especialidade que é a Dança Conteporânea, inclusive com o pisão no seu pé (muito feio de minha parte, mas tradicional para um leigo), que está no primeiro vídeo.



Em seguida uma demonstração de como se toca o Dan Ty Bá, instrumento de cordas que ela comprou em uma das viagens que fez dançando, para Vietnã (a mesma ainda conheceu Bolívia, Namíbia, Vietnã, Alemanha, Áustria, Suécia, Luxemburgo, Espanha, mas preferiu mesmo o país da ferramenta musical pela simplicidade e humanidade de seu povo). A manhã foi de fato maravilhosa e compartilhamos muitos anseios e desejos artísticos, nos igualamos e por fim, quase vivemos. A artista Condessa, que foi para a corte do Castelo, faz parte da Cia Mário Nascimento. As referencias de suas fotos são: a primeira dançando Divíduo na Quasar; a segunda Só Tinha de Ser com Você também na Quasar; a terceira Escambo da Cia Mário Nascimento e quarta no CEFAR num período em que estudou no Centro de Formação Artística da Fundação Clóvis Salgado, no Palácio das Artes em Belo Horizonte.


João Lenjob
twitter:@lenjob
http://lenjob.blogspot.com

ENTREVISTA E VÍDEOS AUTORIZADOS
MATERIAL FOTOGRÁFICO CEDIDO E AUTORIZADO POR ARETHA MACIEL

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Salão de Baile: Escapada

A Cia Mário Nascimento apresenta Escapada



Seduzido. Assim me senti depois de assistir a mais este espetáculo da Cia Mário Nascimento, do Conde Mário Nascimento e da Condessa Rosa Antuña, que são super parceiros aqui, e, prestigiam o Castelo como o Castelo os prestigia. É muito bom assistir a um espetáculo de ponta e ser acolhido para fazer uma materia (que será divida em várias etapas semanais) com carinho, atenção e simpatia.
Fui recebido assim no Espaço Oi em Belo Horizonte e logo tratei de procurar a melhor forma de trabalhar com eles para oferecer vídeos como este acima. E, por pouco, mesmo com uma infecção na vista, quase dancei junto aos tão competentes profissionais que se encontravam naquele verdadeiro Baile. A turma além de talentosa, é completamente boa de serviço, carismática, educada, generosa e dedicada à arte como nós aqui do Castelo também somos.
Os outros Viscondes da Companhia e hoje, do Castelo do Poeta, são os dançarinos André Rosa, Aretha Maciel (que também terá mais momentos especiais aqui), Brenda Melo, José Villaça, Léo Garcia, Mariel Godoy e Rafael Bittar. A iluminação é de Ricardo Cavalcante e música de Fábio Cardia.
Semana que vem tem mais um pouco deles e por aqui e quem quiser saber mais sobre a brilhante e fascinante Cia Mário Nascimento, é só entrar nos
http://www.ciamn.com.br e http://ciamn.blogspot.com. E no Castelo tem também a Entrevista com a dançarina Rosa Antuña.
O Release da apresentação está disponibilizada Aqui.

João Lenjob
twitter: @lenjob
http://lenjob.blogspot.com

O MATERIAL ACIMA FOI PRODUZIDO POR CASTELO DO POETA E AUTORIZADO POR ROSA ANTUÑA

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Salão de Baile: Escapada

Companhia Mário Nascimento apresenta Escapada

O Castelo do Poeta recebe pela terceira a Companhia Mário Nascimento que desta vez apresenta Escapada, no Panorama Festival em 2010 no Tetrao João Caetano, Rio de Janeiro. A equipe conta com grandes amigos, o agora Conde Mário Nascimento, responsável pela Coreografia do projeto e a agora Condessa, a Dançarina Rosa Antuña. No elenco ainda os Viscondes André Rosa, Aretha Maciel, José Villaça, Léo Garcia, Mariel Godoy, Rafael Bittar, Brenda Melo e música do também Visconde Fábio Cardia. Mais sobre eles no http://www.ciamn.com.br e http://rosaantuna.blogspot.com.

O MATERIAL ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR ROSA ANTUÑA