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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Com o Cetro: Rosa Antuña

Quadro para profissionais da Cultura Brasileira com perguntas fixas elaboradas por João Lenjob inspirado no Livro Entrevistas de Clarice Lispector. Outros Profissionais com o Cetro.

Rosa Antuña, Mineira, Bailarina, Atriz, Coreógrafa, Diretora, Professora de Dança

Você critica seus próprios trabalhos?
Muito.

O que é o amor?
Um sentimento quentinho que mora no coração e faz com que tenhamos mais tolerância e compreensão uns com os outros e com a gente mesmo. O amor faz com que as palavras sejam mais macias. É ele que dá liga para que nossos sonhos se realizem. É ele que preenche o vazio que trazemos na Alma. É ele que nos reconecta com nossa essência e nos traz um profundo sentimento de gratidão pelo simples fato de estarmos vivos. O amor une e constrói.

As conquistas interferem na vida pessoal?
Muito.

Qual o maior momento da carreira?
Quando conquistamos público, respeito e dinheiro com nosso trabalho.

Quando você sabe que vai dar certo algum trabalho?
Quando fico arrepiada e choro sem nenhum motivo aparente.

Como você acha que o Castelo pode ser exemplar ou inspirador através da sua pessoa?
O legal no castelo é o constante fluxo de pessoas que entram, se comunicam, as notícias sempre atualizadas, muitos artistas diferentes... por isso é legal acessar o castelo!

O que você mais deseja atualmente?
PATROCÍNIO.

Como as pessoas podem interferir no seu trabalho?
Não podem.

Quais os profissionais da arte, moda, esportes, educação, saúde e afins você mais admira pela natureza profissional e pessoal?
Não procuro ídolos. Acho que os seres humanos não têm nenhuma obrigação de salvar ninguém com grandes exemplos pessoais. Por isso, quando admiro um artista ou outro profissional é pelo seu trabalho, não me interessa saber da sua vida pessoal.
Meus exemplos de vida pessoal estão na minha família. Também não pretendo dar exemplo de vida pessoal pra ninguém. O meu trabalho é o que é público. É isto que quero que seja visto e compartilhado.
Mário Nascimento, Denise Stoklos, Sylvie Guillem, Michael Jackson, Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Lenine, Pina Bausch, Marcos Suzano, Fellini, Woody Allan, Almodovar, Kurt Cobain, Van Gogh, Rodrigo Pederneiras, Giri Kylian, Forsythe.

Rosa Antuña é outra das profissionais da arte super presente no Castelo e provável que futuramente até assuma uma coluna de Dança já que ela também escreve muito bem. Na foto com ela, de Ed Félix, o dançarino Rafael Bittar. Ela ainda tem o blog Informações da Luz. Rosa Antuña faz parte da conceituada Companhia Mário Nascimento.

Castelo do Poeta
twitter: @castelodopoeta

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Salão de Baile: Escapada

Companhia Mário Nascimento apresenta Escapada

O Castelo do Poeta recebe pela terceira a Companhia Mário Nascimento que desta vez apresenta Escapada, no Panorama Festival em 2010 no Tetrao João Caetano, Rio de Janeiro. A equipe conta com grandes amigos, o agora Conde Mário Nascimento, responsável pela Coreografia do projeto e a agora Condessa, a Dançarina Rosa Antuña. No elenco ainda os Viscondes André Rosa, Aretha Maciel, José Villaça, Léo Garcia, Mariel Godoy, Rafael Bittar, Brenda Melo e música do também Visconde Fábio Cardia. Mais sobre eles no http://www.ciamn.com.br e http://rosaantuna.blogspot.com.

O MATERIAL ACIMA FOI CEDIDO E AUTORIZADO POR ROSA ANTUÑA

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Salão de Baile: Rosa Antuña

O Castelo do Poeta entrevista Rosa Antuña, Coreógrafa, Professora de Dança Contemporanea e Improvisação, Bailarina referencia, em Belo Horizonte.
DEZ perguntas, DEZ respostas, algumas fotos e muitas formas dançar.
Por João Lenjob

UM
CP: Rosa, quantos anos você tem de carreira??

RA: Bem, eu comecei aos seis anos. Aos 18 fui pra Cuba estudar no centro pro Danza. Aos 19 fui estudar na Alemanha. Cheguei e aos 22 comecei a trabalhar no Grupo de Dança 1° ATO. Tenho 33 e contando a partir daí são 11 anos de carreira profissional.


DOIS
CP: Existe algum gênero da dança que você estudou mais ou que tem preferencia para dançar??

RA: Estudei a vida inteira ballet clássico e dançcei bastante ballet de repertório clássico, mas estudei dança conteomporânea. Aos 22 anos comecei a dançar forró paralelamente à dança contemporanea e dancei muito por muitos anos, o que me levou também pra dança de salão. Assim fui convidada pra dançar como parceira do Jomar Mesquita na Mimulus, num período em que a parceira dele Juliana Macedo havia acabado. Depois voltei pra dança contemporânea e nela estou até hoje e me aperfeiçoei nela com Mário Nascimento.















TRÊS
CP: Você já encontrou muitas dificuldades na dança como contusões ou afins??

RA: Sim. Tenho um tônus muscular muito baixo e frouxidão ligamentar, mas também tenho uma fisioterapeuta maravilhosa, a Andréa Mourão, que me ajuda há anos. Fazemos um trabalho de prevençao de lesões diário. Tenho um treinamento específico que faço todos os dias no pilates, fora as sessões com ela que são quase todos os dias no Centro de Qualidade de Vida. Tenho sempre que ter muito cuidado pra trabalhar, treinar nas temporadas. Não posso repetir muito pois meu corpo não aguenta. Hoje estou também bem preparada, pois faço uma dieta especial, com a Fernanda, da Dinâmica Soluçoes em Saúde. Com este apoio, temos condição de pagar as sessões, pois normalmente é muito acima da nossa realidade econômica como artista hoje.


QUATRO
CP: O que é o palco pra você Rosa?? É impressionante a forma como olha pra ele, como se expressa com ele, conversa com ele.

RA: O palco é a minha casa.















CINCO
CP: Acompanhei o seu trabalho em Mulher Selvagem (monólogo cênico com interação de dança, canto e artes cênicas), e responda por gentileza: a marcação de movimentos é junta ao tempo musical, aos compassos, não é?? Existe ou existiu uma marcação de espaço no cenário?? Você providenciou o cenário para marcar os seus limites e passos??

RA: Sim. Existe uma marcação de espaço no cenário. Sei para onde devi ir e como usar o espaço com equilíbrio ao longo da peça. Mas o cenário não veio com o intuito de marcar os limites e sim para dialogar comigo. Mas naturalmente, acaba marcando alguns limites. É minha casa mesmo! Os móveis do cenário são (eufórica) os móveis da minha casa (risos).


SEIS
CP: Eu que a conheço, sei que escreve bem e em Mulher Selvagem, você canta e atua muito bem. Você aprimorou estes dons para esta peça ou sempre estudou de tudo, mesmo ciente que é prima de uma das melhores atrizes de Minas (Christiane Antuña - atriz referencia em Belo Horizonte com seus trabalhos cênicos)?? Tem outras habilidades artísticas além destas?

RA: Estudei ballet clássico desde pequena. Mas sempre fazia tetaro brincando, na escola. Com o tempo passei a fazer workshops de tetaro sempre que podia. Cheguei a fazer dois períodos do curso de teatro na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), mas abandonei. Fiz Match de improvisação com a Mariana Muniz. Fiz cursos de impro com artistas do México, Colômbia, Fiz Imersão com Eugênio Barba e Júlia Varley. E na música comecei estudando canto na Babaya (também referencia em escola de canto em Belo Horizonte), pois sempre cantei muito mal e achava minha voz insuportável! Depois entrei pro Trovão das Minas, tocando abê e alfaia (Maracatu), na época o Lênis Rino dirigia. Depois cantei um ano num grupo de côco "Pé de Saia E O Menino" onde eu cantava e tocava pandeiro. Fiz um workshop de pandeiro com Marcus Suzano e sempre que posso estudo. Estudei canto também com o Husdon Brasil na Escola de Choro Brasil com S e há mais de uma ano venho estudando canto com a Bárbara Penido, com quem me identifiquei muito e acho que ela sabe como preciso usar a voz nos meus trabalhos. Essa nossa parceria tá dando muito certo. Ela é maravilhosa! E é uma grande artista! Linda!





















SETE

CP: Foi complicado fazer a nudez?? Em Mulher Selvagem representar esta sensualidade tão bem foi o mais difícil??

RA: Não. Não foi complicado fazer a nudez. Inclusive esta foi a primeira cena que surgiu e veio pronta. É a cena que mais gosto de fazer no espetáculo! Acho que ela faz sentido pra mim. É chato fazer nudez quando você sente que não faz sentido, mas pra mim, aquela cena pede pra ser assim. então eu faço. Então eu fiz. Eu havia feito nu em um trabalho que o Gerald Thomas dirigiu pro 1° ATO quando trabalhei lá em A Breve Interrupção do Fim, mas fiz a cena nua junto com mais três bailarinas. Só que na época não curti, pois era muito jovem e a cena não fazia o menor sentido pra mim. Na época não gostei.


OITO
CP: Existe um limite para interpretação??

RA: Limite? Sim, temos limites, mas em um trabalho autoral acredito que isso seja mais tranquilo para ser sublimado, pois se somos nós mesmo que estamos criando, somos nós que estamos dispostos a romper os limites. E o primeiro limite é conseguir criar, o segundo é ter coragem de mostrar e o terceiro é sustentar o que criamos. Não há nada melhor do que vencer esses limites.





















NOVE

CP: Como fazer para que um novo artista, um novo atleta não desista da carreira mediante a falta de interesse da sociedade e do governo??

RA: Temos uma única saída: ir à luta.


DEZ
CP: Você acha que toda mulher tem que ser um pouco selvagem??

RA: Ser selvagem é simplesmente ser quem você é. Sendo assim, toda mulher deve ser selvagem, deve ser quem ela é, livre, criativa, bela, plena, segura, conectada aos seus instintos.


A Viscondessa Rosa Antuña escreve e bem e é Bailarina e assistente de direção da Companhia Mário Nascimento, em Belo Horizonte. Para conhecer mais sobre ela, acessem http://rosantuna.blogspot.com ou através da Companhia, http://www.ciamn.com.br.

Fotos: Marco Aurélo Prates, Rony Morbi, Silvia Machado e Divulgação.

ENTREVISTA AUTORIZADA
MATERIAL CEDIDO E AUTORIZADO POR ROSA ANTUÑA

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Salão de Baile: Mulher Selvagem

Fotos do Espetáculo da Companhia Mário Nascimento























































































































































O Espetáculo foi apresentado pela Viscondessa, a Bailarina Rosa Antuña e teve produção especial do Visconde Mário Nascimento. Mais contatos através dos endereços http://rosaantuna.blogspot.com e http://www.ciamn.com.br.
Fotógrafo: Rony Morbi.

MATERIAL CEDIDO E AUTORIZADO POR ROSA ANTUÑA