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quinta-feira, 1 de março de 2012

Com o Cetro: Daniela Brasil

Quadro para profissionais da Cultura Brasileira com perguntas fixas elaboradas por João Lenjob inspirado no Livro Entrevistas de Clarice Lispector. Outros Profissionais com o Cetro.

Daniela Brasil, Mineira, Pianista, Cantora, Produtora Cultural, Socióloga da Arte



Você critica seus próprios trabalhos? 
Sim. Tenho um olhar perfeccionista sobre meus trabalhos e estudos (sou virginiana...). Acredito também na prática e estudo contínuos e na repetição, além do sentimento de fé (não religiosa), no trabalho que se propôs.

O que é o amor? 
O amor é tudo aquilo que me torna mais feliz e inspirada.

As conquistas interferem na vida pessoal? 
Depende das pessoas que convivem com a gente. Tem pessoas que ficam felizes com suas conquistas e tem outras que se sentem recalcadas. O importante é se sentir feliz, independente do que elas pensam.

Qual o maior momento da carreira? 
Até agora, foi a construção da minha escola de arte.

Quando você sabe que vai dar certo algum trabalho? 
Depois que está finalizado.

Como você acha que o Castelo pode ser exemplar ou inspirador através da sua pessoa?
O que nos move? O que move um artista? A satisfação de saber que seu trabalho não está sendo em vão, ou que está despertando a curiosidade, ou que está curando, ou sendo uma referência. Esta entrevista é isso. É um despertar desse sentimento, em cada artista entrevistado. 
Uma ideia para o Castelo: Promover um evento e convidar esses artistas para palestrarem, dividir suas experiências. Eu iria, de graça. 

O seu trabalho é a coisa mais importante de sua vida? 
Sim, mais do que tudo. Você não imagina as coisas que abro mão por ele.

O que você mais deseja atualmente? 
Captar o recurso do meu projeto federal.

Como as pessoas podem interferir no seu trabalho? 
De forma positiva: consumindo, adquirindo, admirando, divulgando. De forma negativa: plagiando.

Quais os profissionais da arte, moda, esportes, educação, saúde e afins você mais admira pela natureza profissional e pessoal? 
Darcy Ribeiro, Camille Claudel, Mozart, Ronaldo Fraga, Chanel, Embaixador Cósmico, Paulo Tattit, Gilberto Mauro, Clube da Esquina, Miquéias Haluen, João Lenjob.

A querida Daniela é uma amiga de muita estima do nosso Editor João Lenjob, que adorou a indicação no final da entrevista e encaminhou através do Conselho o seu abraço. Sobre a dica acatamos e pensaremos na melhor forma possível de realização deste. Em breve ela estará no Castelo apresentando em vídeo.

Castelo do Poeta
twitter: @castelodopoeta

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Com o Cetro: Karine Joyce

Quadro para profissionais da Cultura Brasileira com perguntas fixas elaboradas por João Lenjob inspirado no Livro Entrevistas de Clarice Lispector. Outros Profissionais com o Cetro.

Karine Joyce, Mineira, Revisora, Escritora

Você critica seus próprios trabalhos?
A autocrítica pode ser tão rude a ponto de negá-los, até que alguém o convença do contrário.

O que é o amor?
Existem vários, e, nesses vários, há quem o distorça mais ainda. Gostaria que fosse sereno e sempre motivador.

As conquistas interferem na vida pessoal?
Tudo interfere, até a determinada cor do céu que você vê ao acordar.

Qual o maior momento da carreira?
Aquele que coube nos pequenos detalhes e observações feitos por quem você admira.

Quando você sabe que vai dar certo algum trabalho?
Quando me sinto motivada e acerto na minha identificação para com o objeto de estudo. Daí, sei que, vingando (externamente) ou não, me sentirei realizada simplesmente por ter me doado a algo que me trouxe como retorno a apreensão de conhecimento.

Como você acha que o Castelo pode ser exemplar ou inspirador através da sua pessoa?
Fazendo trocas, estimulando e acrescentando a outras pessoas motivos para que sejamos mais criativos na maneira de nos expormos à vida.

O seu trabalho é a coisa mais importante de sua vida?
Enquanto me inspira e me faz ter uma vida mais leve, sim.

O que você mais deseja atualmente?
Viajar. Sentir cheiros, ver cores e humores estrangeiros.

Como as pessoas podem interferir no seu trabalho?
Á medida que suas palavras, seus gestos e olhares me despertem algo de muito inquietante, podendo me fazer mudar aquilo que já até saiu do rascunho e se materializou.

Quais os profissionais da arte, moda, esportes, educação, saúde e afins você mais admiram pela natureza profissional e pessoal?
Das artes, Manuel Bandeira, pela visão do “beco” e o espanto do “Bicho”; Clarice L., pelo silêncio inquieto; Clube da Esquina, pelo deleite; Nina Simone, pela intensidade que me falta. Da moda, Jum Nakao, por se surpreender com o invisível. Da educação, Rubem Alves, por falar coisas bonitas e também querer uma escola debaixo da árvore, livre. Da saúde, a minha mãe, por defender até aquela vida que ainda não existe.

Karine Joyce segundo Lenjob é uma das melhores pessoas para se trocar idéias artísticas. Ela tem conhecimento acentuado e puro de cada olhar. Sabe invadir a alma do citado e inferir seu ponto de vista sem interferir ou comprometer no trabalho do profissional. Além deste perfil, Karine escreve bem e trabalha no ramo de Revisão Jornalística na cidade de Belo Horizonte.

Castelo do Poeta
twitter: @castelodopoeta

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Estúdio: Bianca Luar



De volta ao Castelo a cantora Bianca Luar acompanhada de Ângela Franco cantando um pouco mais do Clube da Esquina. Mais sobre o trabalho da profissional em seu My Space.

Catelo do Poeta
twitter: @castelodopoeta

MATERIAL CEDIDO E AUTORIZADO POR BIANCA LUAR

quinta-feira, 30 de junho de 2011

CasteloNastácia: Bianca Luar e Ian Guedes



Foi uma comemoração Vip de aniversário de Gabriel Guedes, filho de Beto e do Bar Godofredo, nome do pai dele. Com shows diversos e apresentações dignas do Clube da Esquina, tive o privilégio de conversar um pouco com Bianca Guedes, nora de Beto e de seu outro filho, o Ian. Muito bom. Parte desta noita maravilhosa está registrada aqui para vocês. Em breve espero entrevistá-los para o Panamá do Poeta.

João Lenjob
twitter: @lenjob
twitter: @castelodopoeta
http://lenjob.blogspot.com

MATERIAL CEDIDO E AUTORIZADO POR BIANCA GUEDES

terça-feira, 10 de maio de 2011

Sanjazz: Vinícius Inácio

Música de Minas

Falar da música feita em Minas é tão complexo quanto falar de seu povo. Talvez quem sabe, por estar em posição geográfica central, agregou as mais diversas influências da música brasileira. Aqui, o que há de mais cosmopolita se funde com a mais pura música de folclore.


A geografia nos condensa em esquinas e o violão conduz a harmonia. As esquinas permitem a troca de experiências de vida e na rua todos somos iguais na busca da alegria.

Assim como nosso relevo, cheio de montanhas, o arranjos são sempre pouco métricos. Do alto, vemos ao longe, mas só conhecemos o caminho de verdade quando o trilhamos. Não tente explicar a beleza de nossa música sem levar o aprendiz às esquinas, ao interior, aos cafés, às festas de congado ou à cogumelo.

Como disse Samuel Rosa, não bastasse Milton ter sido o cara que melhor traduziu nossa gente em música, talvez tenha sido o melhor a descrever também graficamente na singela capa do Disco Geraes.

O Trem de ferro que leva nosso minério e corta nosso interior simboliza a vanguarda da metalurgia e nossa alma de ferro tão bem descrita por Drumond. Todos estes elementos transbordam na nossa música e é sobre eles que quero conversar.

Agradeço a meu amigo João pelo espaço. Que a poesia possa nos livrar da loucura, se é que seja possível e que mundo seja mais ameno.

Até mais!

Vinícius Inácio
http://www.sanjazz.com.br

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Estúdio: Bianca Luar

Bianca Luar e Ian Guedes tocam Clube da Esquina II



Os sempre talentosos e eudcados Bianca Luar e Ian Guedes mandaram muito bem nesta apresentação em homenagem ao Clube da Esquina, com Gabriel Guedes nos Teclados, Guitarra, Bandolin e Voz, Rodrigo Borges nos Violões e Voz, João Antunes na Guitarra e Violões e Arthur Resende na Bateria. Para ouvir mais entrem em http://www.myspace.com/biancaluar.

João Lenjob
twitter: @lenjob
http://lenjob.blogspot.com

MATERIAL CEDIDO E AUTORIZADO POR BIANCA LUAR

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Estúdio: Vinícius Inácio

Castelo do Poeta entrevista Vinícius Gonçalves Inácio, músico, compositor, produtor mineiro.
DEZ perguntas, DEZ respostas, algumas fotos, filme e muitas formas de musicar.
Por João Lenjoba
twitter: @lenjob

UM
CP: Quando começou sua historia musical?

VI: Minha historia com a música começou bem cedo. Desde que me entendo por gente a música estava lá. Cresci em Nova Era e lá tivemos um contato muito peculiar com a música. A banda Lagoana, o Clube da Esquina, os Beatles, as festas, os bares, enfim... aonde íamos, tinha música, boa música!!! Comecei brincando ao violão lá pelos 12 anos e de lá pra cá não larguei mais. Levei a música por diversão e tal até que fui percebendo que ela me fazia bem e que não poderia viver sem respirar som, entende?


DOIS
CP: Entendo, claro! Participei disso com você. Mas o que você costuma ouvir quando quer curtir música e o que ouviu até hoje? O que você acha que todo músico deveria ter na cabeceira pra ouvir sempre?

VI: Tenho escutado muito Djavan e Pat Metheny. Minha grande referencia é o Clube da Esquina. Agora passei por estágios no rock nacional, Roberto Carlos, Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, música clássica e tenho que estar sempre aberto para ouvir tudo que possa ser considerado boa música. Este é o caminho.
















TRÊS
CP: Você sempre teve o anseio pela produção ou foi encaminhado a ela por ser músico?

VI: Sempre tive a mania de ouvir musica analisando, até que fiz um curso de apreciação na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e lá tive uma professora que sempre dizia para eu simplesmente escutar e nada mais. Para produzir tive que aprender que existe uma magia transcendente. A música vai fluindo e o produto final é sempre mágico. Imagina uma escultura feita a várias mãos...


QUATRO

CP: Para ser produtor musical basta conhecimento técnico ou tem que ter uma bagagem musical, Vinícius?

VI: Muita bagagem, que se adquire escutando música. Vejo que os músicos tem escutado pouca música. O mp3 ofereceu aos músicos uma enorme quantidade de música. Em condições normais levaríamos anos para digeri-las. Agora, escutar música é outra coisa. Um bom disco leva anos para ser digerido. Você já escutou quantas vezes o Sergeant Peppers (Lonely Hearts Club Band - disco dos Beatles lançado em 1967 considerado um marco na música Pop)? 50, 100, 1000 vezes? É disso que estou falando. Cada vez que escutamos temos novas impressões.
















CINCO
CP: Você tem aprimorado seu conhecimento e ouvido desde que começou a produzir?

VI: Sem dúvida!!! Lamento não ter mais tempo para ouvir meus ídolos e conhecer novas bandas. Tenho aprendido a conviver com meus limites e aceitá-los.


SEIS
CP: Eu já o conheço há um tempo considerável (Vinícius é amigo de infancia, desde meus tempos também na cidade de Nova Era) e sempre o ouvi tocando violão e guitarra. Depois da era produção você começou a tocar outros instrumentos?

VI: Sim, tenho estudado um pouco de teclado, baixo, flauta.
















SETE
CP: Você fez comigo a canção Abracadabra, quando escrevi a letra e você fez a melodia. Você tem outros trabalhos assim ou geralmente faz tudo sozinho?

VI: Quase sempre em parceria e movido por algum tipo de necessidade. No estúdio (Sanjazz) as demandas rolam e temos que resolver. Com os amigos é a mesma coisa. Não podemos deixar para trabalhar amanhã. Temos a matéria-prima e amor pela coisa. Então temos que fazer. Vencer a correria do dia-a-dia, parar, viabilizar a coisa e fazer, concretizar.


OITO
CP: Você tem ou gostaria de ter outras habilidades artísticas além das musicais?

VI: Se tenho não sei. Certa vez ouvi que a música é exclusivista, ou seja, ela quer você por inteiro. Acho que estou neste caso, enfeitiçado. Penso e respiro música.
















NOVE
CP: Quais as dificuldades que você acha que tem o artista ou atleta alternativo brasileiro?

VI: Temos muitas dificuldades. O Governo trata suas políticas sempre na ponta e não na base.


DEZ
CP: Quais os projetos do músico e produtor Vinícius para frente?

VI: Quero gravar um CD reunindo meus amigos. Tenho pesquisado pequenos movimentos da música aqui de Belo Horizonte e percebo um elo entre eles. Será que a noite chegou outra vez???



O músico e Visconde Vinícius Inácio reside em Belo Horizonte e além de compor, é empresario e produtor do Estúdio SANJAZZ, que também é Escola, Loja e afins. Para saber mais a respeito o link é http://www.sanjazz.com.br.

FOTOS E FILME PRODUZIDOS PELO CASTELO DO POETA NO ESTÚDIO SANJAZZ
ENTREVISTA E MATERIAL AUTORIZADOS POR VINÍCIUS INÁCIO